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	<title>Blog do Comitê de História</title>
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		<title>Blog do Comitê de História</title>
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		<title>III Encontro Estadual de História &#8211; História e Ética, de 10 a 13 de junho, Mossoró, RN</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 09:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinar História]]></category>
		<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[De 10 a 13 de junho, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte, aconteceu o III Encontro Estadual de História com o tema “História e Ética”. O encontro foi organizado pela ANPUH RN e contou com a participação direta de mais de 500 professores de História. Cinco professores do Comitê de História do município [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=56&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 10 a 13 de junho, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte, aconteceu o III Encontro Estadual de História com o tema “História e Ética”. O encontro foi organizado pela ANPUH  RN e contou com a participação direta de mais de 500 professores de História. Cinco professores do Comitê de História do município de Macaíba participaram do evento, em mini- cursos, mesas redondas e palestras.</p>
<p>No Simpósio Memória, Patrimônio e Museu os professores Jacira Maria Freire da Silva e Múcio Luiz Correia apresentaram na sexta-feira, às 10h o seguinte trabalho: Castelo de Bivar: um exemplo de patrimônio material em estilo medieval. RESUMO: Este trabalho teve por objetivo relatar uma experiência pedagógica desenvolvida nas aulas de historia da Escola Municipal Pinheiro Borges, localizada na zona urbana do município de Macaíba, RN, com alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental. Do ponto de vista teórico nos fundamentamos em discussões de autores comprometidos com essa temática, como Ricardo Oriá, que tem se destacado na busca da ampliação do conceito de patrimônio cultural. Discutir a importância da memória torna-se relevante à medida que apresenta para os alunos novas possibilidades de estudar conteúdos históricos de forma mais dinâmica e atraente. Nossa experiência, ao trabalhar o período medieval, foi visitar, junto com os alunos, o castelo Di Bivar, de arquitetura Medieval, localizado na cidade de Carnaúbas dos Dantas no Estado do Rio Grande do Norte. Mesmo inacabada essa construção erguida em pedras, com muros, muretas e cinco torres de formas arredondadas dá uma boa idéia do estilo das construções medievais. Este estudo foi iniciado na sala de aula através de leituras, discussões, fotografias etc. A aula de campo serviu para ampliar o conhecimento teórico adquirido, bem como despertar no alunado uma melhor conscientização do valor do patrimônio histórico.</p>
<p>No Simpósio Livro didático de História: história e historiografia o professor Ewerton Luiz C. Frazão apresentou na sexta-feira, às 9h30 o seguinte trabalho: Livro didático: comercialização e utilização. RESUMO: A grande quantidade de temas e problematizações que podem ser formulados a partir do livro didático de história tem feito deste um objeto de estudo complexo, com várias perspectivas de análise, envolvendo diferentes áreas do conhecimento. Neste contexto podemos encontrar profissionais como educadores e historiadores preocupados em investigar questões ligadas à sua origem e história, às suas transformações ao longo do tempo, aos seus diversos usos na produção e reprodução de conhecimento, aos valores e ideologias presentes em seus conteúdos e etc. Diante desta gama de olhares que podemos lançar sobre o livro didático, procuramos focar em uma linha que pudesse ser traçada no sentido de entender as questões envolvidas em seu processo de produção e distribuição, pois entendemos que o livro didático, como mercadoria, sofre influências de grupos sociais, econômicas, técnicas, políticas e culturais como qualquer outra e que percorre os caminhos da produção, distribuição e consumo, bem como analisar a questão de sua utilização em sala de aula por professores e alunos, que dificuldades ele pode trazer e quais contribuições ele pode proporcionar para o bom desenvolvimento da prática ensino-aprendizagem.</p>
<p>No Simpósio Ensino de História: Saberes e Práticas Pedagógicas apresentaram trabalhos os professores: Lázaro José de M. Câmara e Maria Luzinete Dantas Lima.</p>
<p>Maria Luzinete Dantas Lima apresentou na quinta-feira, às 10h30 o trabalho intitulado Lei 10639/2003: Obrigatoriedade do Ensino de História da África e Afro Brasileira na Educação Básica: Uma abordagem prática em sala de aula . RESUMO:  Projeto interdisciplinar desenvolvido com alunos do Ensino Fundamental do Centro Educacional Rural Alfredo Mesquita Filho, objetivando trabalhar de forma mais dinâmica a questão do preconceito e discriminação racial em sala de aula, bem como promover junto aos adolescentes e jovens dessa unidade escolar uma formação de identidade étnica, tendo em vista que pelo menos 40% dos alunos dessa escola são moradores da Comunidade Quilombola de Capoeiras. O objetivo desse trabalho foi criar uma prática permanente de superação de preconceitos e de todas as formas de discriminação, promovendo auto-estima e uma melhoria na relação entre os alunos. Nossos principais objetivos: Sondagem da existência de preconceito e discriminação entre os alunos, como fruto da sociedade a que pertencem; desenvolvimento do respeito ao outro e a si mesmo; conscientização das diferenças entre as pessoas, levando-as a percepção de que a diversidade não implica inferioridade; diálogos sobre o que é preconceito e discriminação; sobre o fenômeno bullyng; trabalhos sobre noção de cidadania, igualdade de direitos e deveres em diferentes tempos e espaços. Como metodologia utilizamos leituras e discussões de textos e de outros documentos visuais e sonoros (filmes); produção de textos, poesias, desenhos e painéis feitos pelos alunos; utilização de técnicas de dinâmicas que trabalham o preconceito e a discriminação, as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, as diferenças étnicas, culturais, aplicação de questionários pelos próprios alunos para medir o nível de discriminação presente na escola e na comunidade, palestras entre outros. O projeto resultou numa prática permanente do trabalho com a questão da discriminação racial, da história da África e dos afro brasileiros  especialmente na disciplina de história.</p>
<p>Lázaro José de M. Câmara apresentou na sexta-feira, às 11h30  o seguinte trabalho: Pesquisa e Ensino de História do Brasil através da Música. RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a relação música e história, tendo como recorte espacial e temporal o Brasil da década de 1980.  Nele através das músicas de Rock do período, de bandas e artistas que tiveram grande repercussão nos meios de comunicação de massa, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Cazuza e Titãs dentre outras, procura-se discutir sobres às imagens e representações do país criadas pelas mesmas, relacionando-as com o contexto no qual elas se inserem, discutindo tanto a variedade de temáticas abordadas nas canções, quanto principalmente a questão da fragmentação da identidade nacional. Essa reflexão fez parte de um trabalho monográfico de final de curso.  Atualmente está sendo dada continuidade na pesquisa, voltando as preocupações para a questão do ensino, onde após algumas experiências práticas de aplicação da música em sala de aula no ensino de história, assim como do aprofundamento teórico nas leituras, discute-se como pode ser viável a utilização deste recurso didático.  Para isso, esta sendo desenvolvida pesquisa com os atuais livros didáticos de história do ensino fundamental II e médio aprovados pelo PNLD 2008, que busca analisar como a década de 1980 vem sendo trabalhada, observando se a música aparece nos livros didáticos de história e com qual objetivo ou proposta elas aparecem, procurando refletir sobre como a sua utilização pode contribuir para o ensino e pesquisa de história</p>
<p>A participação nesse encontro foi de grande significação para a prática pedagógica desses professores e conseqüentemente dos alunos.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/56/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=56&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Selo Unicef: o que é?</title>
		<link>http://comitedehistoria.wordpress.com/2008/04/26/selo-unicef-o-que-e/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 20:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias e Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Selo Unicef é um reconhecimento internacional, concedido aos municípios do semi-árido brasileiro, que alcançarem melhorias importantes  na qualidade de vida de crianças e adolescentes. Todos os municípios brasileiros, localizados nessa área geográfica, podem se inscrever e mostrar como estão trabalhando em favor da cidadania e melhoria da qualidade de vida. Será avaliado o desempenho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=51&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Selo Unicef é um reconhecimento internacional, concedido aos municípios do semi-árido brasileiro, que alcançarem melhorias importantes  na qualidade de vida de crianças e adolescentes. Todos os municípios brasileiros, localizados nessa área geográfica, podem se inscrever e mostrar como estão trabalhando em favor da cidadania e melhoria da qualidade de vida. Será avaliado o desempenho do município na garantia dos direitos da infância e da adolescência , levando-se em conta três eixos: Impacto Social, Gestão de Políticas Públicas e Participação Social. O Município de Macaíba está candidato ao Selo. Por isso, resolvemos contribuir com alguns versos em linguagem popular, uma forma de socializar com os colegas professores, os temas sugeridos para o desenvolvimento de projetos.</p>
<p>Selo Unicef: Um Convite á<br />
Cidadania</p>
<p>Meu município me faz<br />
Crescer como cidadão<br />
É essa a grande proposta<br />
Pensada com empolgação<br />
Pelo selo Unicef<br />
Que incentiva essa ação</p>
<p>Pra participar do selo<br />
O município precisa<br />
Pertencer ao semi-árido<br />
Região muito sofrida<br />
Onde as ações sociais<br />
Precisam estar garantidas</p>
<p>Promover o envolvimento<br />
De criança e adolescente<br />
É mobilizar ações<br />
Pra torná-los conscientes<br />
Que é preciso lutar<br />
Por uma vida decente</p>
<p>Quatro eixos sociais<br />
Vão encaminhar ações<br />
Garantia de direitos<br />
Para toda a região<br />
Precisamos avançar<br />
Trabalhar em mutirão</p>
<p>O primeiro eixo temático<br />
Fala da educação<br />
Pra uma boa convivência<br />
Nessa nossa região<br />
Castigada pela seca<br />
É o semi-árido em questão</p>
<p>Nesse tema as escolas<br />
Vão tratar de trabalhar<br />
Pra que os jovens compreendam<br />
Como é esse lugar<br />
Chamado de semi-árido<br />
É preciso estudar</p>
<p>A seca pode afetar<br />
Do litoral ao sertão<br />
É por isso que o governo<br />
Ampliou a região<br />
Macaíba entrou na lista<br />
Da última atualização</p>
<p>Participação política e<br />
Orçamento em questão<br />
É o segundo eixo temático<br />
Para grande discussão<br />
Mobilizar nossos jovens<br />
A lutar em comunhão</p>
<p>Escolher seus governantes<br />
É direito garantido<br />
É por isso que o jovem<br />
Precisa estar prevenido<br />
Pois consciência política<br />
É direito adquirido</p>
<p>Acompanhar orçamento<br />
É dever do cidadão<br />
É preciso que o jovem<br />
Tenha participação<br />
No planejamento público<br />
E na sua execução</p>
<p>O terceiro eixo temático<br />
É Cultura e Identidade<br />
Essa nossa região<br />
Tem grande diversidade<br />
Por isso é importante<br />
Pesquisar identidade</p>
<p>Preservar toda cultura<br />
É nossa obrigação<br />
Incentivar estudantes<br />
Pela participação<br />
Nas tradições culturais<br />
É dever de cidadão</p>
<p>Esse tema objetiva<br />
Fazer uma seleção<br />
De uma manifestação cultural<br />
Presente no nosso chão<br />
De origem negra ou índia<br />
Com identificação</p>
<p>Esporte e cidadania<br />
É o quarto eixo  proposto<br />
Que deve ser trabalhado<br />
Com todo jovem disposto<br />
A praticar um esporte<br />
Que preserve bem seu corpo</p>
<p>Atividade esportiva<br />
É saúde e educação<br />
Por isso o Unicef<br />
Orienta essa ação<br />
É preciso está atento<br />
Promover motivação</p>
<p>O município está alerta<br />
Para toda essa questão<br />
Por isso já organizou<br />
Toda uma comissão<br />
Pra trabalhar esse tema<br />
Com grande dedicação</p>
<p>Macaíba está disposta<br />
A trabalhar toda ação<br />
Que preserve a cultura,<br />
Esporte e educação,<br />
Estudar o semi-árido,<br />
Promovendo integração</p>
<p>Participação política<br />
Será bem incentivada<br />
Pois o jovem necessita<br />
Participar da jornada<br />
Escolher seus governantes<br />
Vê verba bem aplicada</p>
<p>As escolas necessitam<br />
Trabalhar com empolgação<br />
Criar conselhos e fóruns<br />
Pra promover discussão<br />
Construindo um ambiente<br />
Que incentive integração</p>
<p>Os jovens também precisam<br />
De boa orientação<br />
Pra criar também seus grêmios<br />
Espaços de discussão<br />
É assim que se coloca<br />
Cidadania em ação</p>
<p>O selo é grande incentivo<br />
Pra promover crescimento<br />
O município aprovado<br />
Tem o reconhecimento<br />
De melhoria importante<br />
Que gera contentamento</p>
<p>O Unicef está aberto<br />
Disposto para ajudar<br />
A garantir os direitos<br />
De quem vai participar<br />
Na construção de um lugar<br />
Ideal pra se morar</p>
<p>Por isso vamos à luta<br />
Em prol da grande conquista<br />
Pois o selo é concedido<br />
A quem se identifica<br />
Com as ações cidadãs<br />
Que tanto nos gratifica</p>
<p>Já estamos a caminho<br />
O trabalho nos convida<br />
O sinal está aberto<br />
A passagem garantida<br />
Chegou a vez da cidade<br />
Se fazer reconhecida.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=51&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Comitê de história organiza cronograma de estudos para 2008</title>
		<link>http://comitedehistoria.wordpress.com/2008/04/26/comite-de-historia-organiza-cronograma-de-estudos-para-2008/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 20:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinar História]]></category>

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		<description><![CDATA[Os professores do Comitê de história organizaram para 2008 um cronograma mensal de encontros para debater temas relevantes ao estudo da disciplina. O grupo conta atualmente com a participação de dez professores, que contribuem com suas opiniões e experiências de sala de aula para a melhoria do ensino de História, no Ensino Fundamental do 6º [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=50&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores do Comitê de história organizaram para 2008 um cronograma mensal de encontros para debater temas relevantes ao estudo da disciplina. O grupo conta atualmente com a participação de dez professores, que contribuem com suas opiniões e experiências de sala de aula para a melhoria do ensino de História, no Ensino Fundamental do 6º ao 9º anos, e nas séries do Ensino Médio.Os temas a serem debatidos nos encontros são os seguintes:</p>
<p>Conteúdos históricos: como selecionar?<br />
História e conceitos básicos sobre o racismo e seus derivados<br />
O saber e o fazer histórico em sala de aula<br />
A construção do fato histórico e o ensino de história<br />
Aprendizagem e ensino das africanidades brasileiras<br />
Os índios do Brasil em 1500<br />
Procedimentos metodológicos em práticas interdisciplinares<br />
História local e o ensino de História<br />
A construção de noções de tempo<br />
As fontes históricas e o ensino da história<br />
Usos didáticos de documentos em história<br />
Regime dos aldeamentos missionários no Brasil colonial<br />
História e cultura africanas e afro-brasileiras / sugestões de atividades para o Ens. Fund.)<br />
Os índios no Brasil de hoje.<br />
Materiais didáticos: concepções e usos<br />
História e cultura africanas e afro-brasileiras / sugestões de atividades para o Ensino Médio<br />
Documentos não escritos na sala de aula<br />
Atividades baseadas em filmes para aulas de história geral e do Brasil<br />
As origens do vinte de novembro e a construção social do racismo<br />
História oral e o ensino de história</p>
<p>Bibliografias consultadas:<br />
Ensino de História Fundamentos e Métodos / Circe Bittencourt<br />
Ensinar História. Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli<br />
Como usar o cinema na sala de aula / Marco Napolitano<br />
Superando o racismo na escola / Kabengele Munanga – organizador<br />
Fonte: Adaptação do texto “África &amp; Brasil”, do livro Quilombos no Brasil, publicado pela Fundação Cultural Palmares”<br />
Orientações a ações para a educação das relações étnico-raciais) / MEC<br />
Educação e ações afirmativas.  Petronilha Beatriz G e Silva / Valter Roberto Silvério<br />
Série Vias dos Saberes:O índio brasileiro:o que você precisa saber. Vol. 1; A presença indígena na formação do Brasil. Vol. 2; Povos indígenas e a Lei dos braços. Vol. 3 Coleção Educação para todos. MEC.</p>
<p>Como professores compreendemos a importância da formação continuada, por isso resolvemos promover essa autoformação, uma maneira de contribuir com a melhoria da qualidade da educação no Brasil. Afinal, é discutindo os problemas  que se encontram as soluções.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/50/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=50&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Violância Contra Crianças e Adolescentes:  Um Pouco da História Mundial</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 09:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania e Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[A violência contra crianças e adolescentes esteve presente na história da humanidade desde os mais antigos registros. A perspectiva da proteção integral, adotada no final do século XX, contrapõe-se a uma perspectiva de disciplina e dominação das crianças, perpetuada historicamente. Na Grécia Antiga, a alegria da criança filha de cidadão, educada no gineceu por meio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=47&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A violência contra crianças e adolescentes esteve presente na história da humanidade desde os mais antigos registros. A perspectiva da proteção integral, adotada no final do século XX, contrapõe-se a uma perspectiva de disciplina e dominação das crianças, perpetuada historicamente.<br />
Na Grécia Antiga, a alegria da criança filha de cidadão, educada no gineceu por meio de mitos, fábulas e música, contrastava com a tristeza do filho do escravo, de quem o lamento da venda próxima ou o destino ainda mais cruel ressoava dolorido. Em Esparta, o Estado assumia a responsabilidade de educar seus futuros guerreiros em princípios cívicos e militares logo aos sete anos de idade. A pedagogia militar de então era baseada em exercícios físicos até a exaustão, fome e espancamentos. Os jovens começavam a tomar parte na Assembléia com cerca de 15 anos e, depois de passar por várias provas, eram, antes de completar 20 anos, incorporados como cidadãos. Permaneciam conscritos até os 30, 35 anos de idade. Uma dessas provas, para a elite, consistia em matar um escravo que fosse encontrado pelas ruas da cidade no que chamavam de Kripta. Aos escravos era destinado o trabalho braçal. Em Atenas, o serviço militar durava dois anos e somente se iniciava aos 18 anos de idade. Antes disso, a educação doméstica e em escolas de grandes mestres predominava na vida da criança de elite. Platão (um importante filósofo) recomendava a educação para a cidadania, desde que fosse controlada pelos magistrados e membros dos conselhos mais elevados. Xenofonte (outro filósofo) considerava que o direito de palavra não deveria ser atribuído ao povo, por sua ignorância, mas aos “sábios e aos melhores”. As mulheres atuavam apenas na esfera doméstica e as meninas, fortalecidas por exercícios físicos desde a infância mais precoce, casavam-se aos 14 ou 15 anos de idade.</p>
<p>No Império Romano, meninos e meninas permaneciam juntos, protegidos por seus deuses Lares, até os 12 anos de idade. A partir daí, separavam-se. A ele tocava a vida pública, o aprimoramento cultural, militar e mundano. A ela o casamento, no mais tardar, aos 14 anos. Também essas regras se aplicavam à nobreza. À plebe e aos escravos restavam os trabalhos subalternos. O pátrio poder, em Roma, durava até a morte do pai, quando o filho o sucedia como Pater Familias. Com o advento do Cristianismo e a decadência do Império Romano, uma nova moralidade foi-se gestando.<br />
A Idade Média encerrou o indivíduo nos limites territoriais do feudo, onde ele podia contar com a comunidade, mas era também por ela vigiado. A partir de uma releitura de Aristóteles, propõe-se a divisão das idades humanas, para fins de educação, em períodos de sete anos. A infância duraria até os sete anos de idade; a puerilidade, até os 14; a adolescência, até os 21. Para Constantino, a adolescência durava até os 50 anos, quando então se iniciava a velhice. Já para Isidoro, ela prolongava-se até os 35 anos de idade. Apesar dessas delimitações cronológicas, a caracterização da infância como estágio oposto ao da idade adulta não existia. A formação de Cidades-Estado e de Estados Nacionais, com a ascensão da burguesia comercial, a Reforma Religiosa e a ampliação da educação inauguraram a Idade Moderna, na qual a sociedade buscava o fortalecimento do espaço privado.  Segundo Ariès (1981, p.273-276), somente no século XV surgiu o sentimento de família, mas ainda até o século XVII “a vida era vivida em público”. Na Europa, “a civilização medieval havia esquecido a paidéia   dos antigos e ainda ignorava a educação dos modernos. Este é o fato essencial: ela ainda não tinha a idéia da educação. Hoje, nossa sociedade depende e sabe que depende do sucesso de seu sistema educacional”.<br />
Também na Idade Média, o colégio surgiu como instituição educacional. Ao mesmo tempo, a família, ao resgatar crianças e adolescentes para dentro do lar, experimentou crescentes relações de afetividade. Os mestres moralistas começaram a denunciar a frouxidão dos costumes. O Estado e a Igreja reagiram e assumiram a responsabilidade educacional. Os adolescentes passaram a formar grupos chamados de “abadias” ou “corpos juvenis”.<br />
Com o Iluminismo, aumentou grandemente a circulação de novas idéias durante os séculos XVII e XVIII. A industrialização e o crescimento urbano acelerado tornaram os indivíduos anônimos. No século XIX, a adolescência passou a ser delimitada, identificada, esquadrinhada e controlada. As meninas começaram a receber instrução formal. Famílias ricas criticaram os colégios (internatos, na maioria) por maus hábitos morais e retiraram seus filhos dessas escolas. As famílias pobres e camponesas, por outro lado, viam na possibilidade de enviar seus filhos para essas instituições a esperança de um futuro melhor. Externato para o rico, internato para o pobre. A família ( Será que essa realidade mudou? Pense nisso.) era nuclear, heterossexual, monógama e patriarcal. O pai tudo podia em relação aos filhos e à mulher.<br />
O século XX inaugurou a linha de produção em série, e a intensa exploração do trabalho infanto-juvenil provocou, por um lado, mudanças nas famílias e problemas sociais e de saúde coletiva e, por outro, o surgimento de políticas para a proteção de crianças e adolescentes. De uma realidade do capitalismo industrial de meados do século XIX, em que as crianças trabalhavam por mais de 16 horas, avançamos, ao final do século XX, para um paradigma de proteção integral. Foi também no início do século XX que houve a ampliação dos conhecimentos da psicologia, que, debruçada sobre a constituição do sujeito infantil, contou com a contribuição dos teóricos do desenvolvimento humano, destacando-se Freud, Piaget, Vygotsky, entre outros. Apesar da diferença de posicionamentos e matrizes teóricas, esses autores foram fundamentais para a construção de uma concepção de infância e para a adaptação do processo educativo.</p>
<p>Fonte pesquisada: Subsídeos para atuar no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. MEC/ SECAD /2006</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=47&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>História e cultura dos povos indígenas brasileiro é agora obrigatória</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 00:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensinar História]]></category>

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		<description><![CDATA[O Portal de domínio público do MEC, publicou em sua página uma notícia de grande importância para todos os professores que se interessam pela história dos primeiro habitantes do território brasileiro.É que a partir da quinta feira 27 de março de 2008, está disponível um grande acervo sobre o índio brasileiro. Na sua íntegra, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=46&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Portal de domínio público do MEC, publicou em sua página uma notícia de grande importância para todos os professores que se interessam pela história dos primeiro habitantes do território brasileiro.É que a partir da quinta feira 27 de março de 2008, está disponível um grande acervo sobre o índio brasileiro. Na sua íntegra, o texto diz o seguinte:</p>
<p>O portal Domínio Público pode ajudar professores e alunos a conhecer melhor a história e a cultura dos índios do Brasil. Além de documentos, artigos, teses, livros, poesias, o portal torna disponível para acesso, a partir desta quinta-feira, 27, a série Vias dos Saberes. São quatro volumes que abordam a temática indígena e étnico-racial. Todo esse acervo pode ser consultado gratuitamente. Professor e aluno podem se informar sobre a formação da identidade do povo brasileiro, por meio de uma diversidade de fontes e temas capazes de oferecer diferentes pontos de vista sobre a temática indígena.</p>
<p>O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje é o título do primeiro dos quatro volumes da série Vias dos Saberes, escrito pelo autor Gersen José dos Santos Luciano. Nele, são discutidos, por exemplo, a identidade e a organização indígenas, o meio ambiente e a situação política dos índios, além da contribuição dos povos indígenas ao país e ao mundo.</p>
<p>O segundo volume trata da presença indígena na formação do Brasil e aborda o sistema colonial, a ação missionária e a resistência indígena. A obra chama-se A presença indígena na formação do Brasil e foi escrita por João Pacheco de Oliveira. O terceiro título discute a evolução dos direitos indígenas no Brasil desde a colonização portuguesa até os dias de hoje, passando pela criação da Fundação Nacional do Índio (Funai). O volume chama-se Povos indígenas e a lei dos “brancos”: o direito à diferença e foi escrito pela autora Ana Valéria Araújo.</p>
<p>O quarto e último título que compõe a série serve de instrumento para a formação de professores indígenas na área da linguagem. Em Manual de lingüística: subsídios para a formação de professores indígenas na área de linguagem, o autor Marcus Maia traz assuntos pertinentes ao professor indígena. A série Vias dos Saberes está disponível em forma de texto na categoria educação do portal Domínio Público.</p>
<p>Outras fontes – O aluno também pode baixar sem nenhum custo os primeiros romances brasileiros a incluir a figura do índio na literatura, como I Juca Pirama, de Gonçalves Dias, ou O Guarani, de José de Alencar. Caso o estudioso tenha interesse em consultar teses, dissertações, revistas e outras obras de não-ficção, poderá procurar, por exemplo, pelos volumes da revista de História Regional. No número 2 do volume 5, o estudante poderá se informar sobre a educação de indígenas e luso-brasileiros pela ótica do trabalho. Já na tese de doutorado da aluna Jaci Vieira, da Universidade Federal de Pernambuco, é possível pesquisar sobre a ocupação de terras indígenas em Roraima.</p>
<p>Um outro assunto interessante é sobre a substituição da Lei 10.639/03, que tornava obrigatório desde 2003 o ensino de história dos povos africanos e dos afro descendentes. Agora, a Lei nº 11.465/08, sancionada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, torna obrigatório também o estudo da história dos povos indígenas brasileiros. Diz o texto:</p>
<p>Lei – O estudo da história do povo indígena no Brasil deve ser obrigatoriamente incluído no currículo escolar, de acordo com a Lei nº 11.465/08, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada no  Diário Oficial da União em 11 de março. A lei altera um artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e substitui a Lei nº 10.639/03, que já previa a inclusão da temática afro-brasileira nos currículos das redes de ensino. Agora, todas as escolas de ensino fundamental e médio, tanto públicas quanto privadas, devem conferir o mesmo destaque ao ensino da história e cultura dos povos indígenas. De acordo com a nova lei, todas as disciplinas, especialmente história, geografia e literatura, devem incorporar a contribuição dos negros e indígenas à cultura brasileira.</p>
<p>Mudanças na LDB<br />
A lei 11.465/08 altera um artigo da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e substitui a lei 10.639/03, que já previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras. A partir de agora, confere-se o mesmo destaque ao ensino da história e cultura dos povos indígenas.</p>
<p>LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.</p>
<p>Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática &#8220;História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena&#8221;.</p>
<p>O PRESIDENTE DA REPúBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p>
<p>Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:<br />
&#8220;Art. 26-A.<br />
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.<br />
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da áfrica e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.<br />
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.&#8221; (NR)<br />
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.<br />
Brasília, 10 de março de 2008; 187o da Independência e 120o da República.</p>
<p>LUIZ INáCIO LULA DA SILVA<br />
Fernando Haddad</p>
<p>Republicada com correção de informações</p>
<p>Maria Clara Machado</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/46/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=46&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A violência contra crianças e adolescentes no Brasil Colonial e Imperial</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 10:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania e Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir do descobrimento, em 1500 até 1822, o Brasil foi uma colônia de Portugal, dependendo econômica, política e administrativamente do poder instalado em Lisboa. As leis e as ordens para as crianças também vinham de Portugal e eram aplicadas por meio da burocracia, dos representantes da corte e da Igreja Católica. A Igreja e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=45&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do descobrimento, em 1500 até 1822, o Brasil foi uma colônia de Portugal, dependendo econômica, política e administrativamente do poder instalado em Lisboa. As leis e as ordens para as crianças também vinham de Portugal e eram aplicadas por meio da burocracia, dos representantes da corte e da Igreja Católica. A Igreja e o Estado andavam juntos, unindo a conquista armada e a religião. O cuidado com as crianças índias pelos padres jesuítas tinha por objetivo batizá-las e incorporá-las ao trabalho.<br />
Os padres, embora não aceitassem os castigos violentos e a matança de índios pelos portugueses, fundaram casas de recolhimento ou casas para meninos e meninas índias, nas quais, após separá-los de sua comunidade, impunham-lhes costumes e normas do cristianismo, tais como o casamento religioso e outros dogmas, com o intuito de introduzi-los na visão cristã do mundo.<br />
A ESCRAVIDÃO: A economia brasileira dessa época dependia de exportações de riquezas naturais, como madeira e ouro, ou de produtos agrícolas. Para isso, foi muito utilizada a mão-de-obra escrava proveniente da África. Os escravos eram considerados mercadoria. A criação de crianças escravas era mais cara do que a importação de um escravo adulto, já que com um ano de trabalho o escravo pagava seu preço de compra. Havia grande mortalidade de crianças escravas. As mães eram alugadas como amas-de-leite, sendo essa uma maneira de separar os filhos de suas próprias mães. A criança escrava, mesmo depois da Lei do Ventre Livre, de 1871, podia ser utilizada pelo senhor desde os 8 até os 21 anos de idade, se, mediante indenização do Estado, não fosse libertada. Antes dessa lei, essas crianças começavam bem cedo a trabalhar ou serviam de brinquedo para os filhos dos senhores.<br />
A RODA: ESCONDENDO A ILEGITIMIDADE: Era grande o número de filhos ilegítimos, muitos eram filhos de senhores e escravas. Segundo a moral dominante, a família normal era somente a família legítima. Os filhos nascidos fora do casamento, com raras exceções, eram fadados ao abandono. A pobreza também era causa de abandono. As crianças eram deixadas nas portas das casas e, muitas vezes, eram comidas por ratos e porcos. Essa situação chegou a preocupar as autoridades, levando o vice-rei a propor, em 1726, duas medidas: coleta de esmolas na comunidade e internação de crianças. Para atender à internação de crianças ilegítimas, foi implantada a Roda. (roda: um cilindro giratório na parede da Santa Casa, que permitia que a criança fosse colocada por fora, sem ser vista de dentro, e, assim, recolhida pela Instituição, que criou um local denominado “Casa de Expostos”.) O objetivo desse instrumento era esconder a origem ilegítima da criança e salvar a honra das famílias. A grande maioria dessas crianças enjeitadas ou expostas era branca ou parda, filhas de brancos ou de brancos e negros. A primeira Roda, na Bahia, foi criada em 1726 e a última somente foi extinta nos anos 50 do século XX.  As crianças enjeitadas, uma vez postas na Roda, poderiam permanecer na instituição até um ano e meio. Em geral, eram entregues a amas-de-leite alugadas ou a famílias que recebiam pensões muito pequenas e utilizavam as crianças para o trabalho doméstico.<br />
Na Casa dos Expostos, havia grande mortalidade. Em torno de 90% das crianças morriam, por omissão ou falta de condições da própria Santa Casa ou por desinteresse da Corte. Além das Santas Casas, cabia às Câmaras Municipais cuidar dos abandonados, podendo para isso criar impostos. Algumas Câmaras prestavam assistência aos órfãos e abandonados por meio da colocação familiar, ou seja, entrega de crianças a algumas famílias em troca de pagamento. As instituições privadas e semi-oficiais cuidavam dos pobres, favorecendo os ricos, isto é, encaminhando as crianças ao trabalho precoce, transformavam-nas em futuros subalternos. Já em 1854, havia a intenção de recolher os meninos que vagavam pelas ruas, segundo um decreto imperial daquele mesmo ano. No entanto, somente em 1871 foi criado o asilo de meninos desvalidos. As meninas desvalidas indigentes eram acolhidas na Santa Casa desde 1740. No final do século XIX, havia trinta asilos de órfãos, sete escolas industriais e de artífices e quatro escolas agrícolas.</p>
<p>Fonte pesquisada: Subsídeos para atuar no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. MEC/ SECAD /2006</p>
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		<title>O trabalho com documento histórico em sala de aula</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 12:04:30 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Ensinar História]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro passo do trabalho do professor em sala de aula é fazer o aluno identificar o tipo do documento que está sendo trabalhado. Existem documentos que são chamados fontes primárias e outros fontes secundárias. Nesse texto, vamos falar sobre as fontes primárias. Existem variados tipos de fontes primárias: Fontes materiais: utensílios, mobiliários, roupas, ornamentos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=44&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro passo do trabalho do professor em sala de aula é fazer o aluno identificar o tipo do documento que está sendo trabalhado.</p>
<p>Existem documentos que são chamados fontes primárias e outros fontes secundárias. Nesse texto, vamos falar sobre as fontes primárias. Existem variados tipos de fontes primárias:</p>
<p>Fontes materiais: utensílios, mobiliários, roupas, ornamentos, que podem ser tanto pessoais quanto coletivos, armas, símbolos, instrumentos de trabalho, construções de variados tipos como templos, casas, sepulturas etc, esculturas, moedas, ruínas e nomes de lugar, toponímia, entre outros.</p>
<p>Fontes escritas: documentos jurídicos, tipo constituições, códigos de leis, decretos, senteças, testamentos, inventários, discursos escritos, cartas, livros de contabilidade, livros de histórias, autobiografias, diários, biografias, crônicas, poemas, novelas,  romances, lendas, mitos, textos de imprensa, censo, estatísticas, mapas, gráficos, registros de paróquias etc.</p>
<p>Fontes visuais: pinturas, caricaturas, fotografias, gravuras, litogravuras, xilogravuras, filmes, vídeos, programas de televisão etc.</p>
<p>Fontes orais: entrevistas, gravações, lendas contadas ou registradas de relato de viva voz, programas de rádios etc.</p>
<p>Algumas dessas fontes apresenta-se com mais de uma forma, como um mapa histórico, que é, ao mesmo tempo, registro escrito e visual.</p>
<p>O segundo passo é fazer o aluno formular questões como estas: O que esta fonte me informa? A que conclusões posso chegar a partir dessas informações? Até que ponto posso confiar nessas informações? De que outra fonte  necessito para complementá-la ou confirmar o que está sendo apresentado?</p>
<p>As fontes primárias servem como testemunhas do passado e se caracterizam assim por ser de primeira mão ou contemporâneas dos fatos históricos a que se referem.</p>
<p>No dia-a-dia da sala de aula, as fontes primárias podem ser utilizadas de diferentes modos e com diferentes procedimentos históricos como:</p>
<p>Elaboração de autobiografias;</p>
<p>Elaboração de dossiês sobre a história da família, tendo como fontes de pesquisas documentos orais, escritos, visuais etc;</p>
<p>Informações acerca de determinado conteúdo que está sendo estudado, entre outros.</p>
<p>Outra coisa importante é o aluno aprender a identificar o documento que está sendo trabalhado:</p>
<p>Determinar a origem do documento: identificar e registrar as referências de onde e quando o documento foi produzido e as fontes de sua reprodução;</p>
<p>Apresentar a natureza do documento: oficial, ponto de vista, religioso etc;</p>
<p>Sobre o autor do documento: autor citado, desconhecido, produção coletiva;</p>
<p>Datação do documento: data da produção do documento, data da publicação;</p>
<p>Pontos importantes do documento: identificar as principais idéias apresentadas no documento.</p>
<p>Fonte pesquisada: Shimidt, Maria Auxiliadora. Livro: Ensinar História, páginas 96 a 100.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=44&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Curiosidades sobre a China da Antiguidade: As mulheres e o sexo</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 21:18:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sobre as mulheres: Ser mulher na China da Antiguidade não era nada fácil. Desde o nascimento já começava a diferenciação entre meninos e meninas. As meninas eram consideradas como nada, nem nome recebiam. Nas classes mais pobres eram chamadas de &#8220;primeira filha&#8221;, &#8220;segunda filha&#8221; etc, até se tornarem adultas. Os oráculos, quando tentavam adivinhar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=43&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre as mulheres:</p>
<p>Ser mulher na China da Antiguidade não era nada fácil. Desde o nascimento já começava a diferenciação entre meninos e meninas. As meninas eram consideradas como nada, nem nome recebiam. Nas classes mais pobres eram chamadas de  &#8220;primeira filha&#8221;, &#8220;segunda filha&#8221; etc, até se tornarem adultas. Os oráculos, quando tentavam adivinhar o sexo do filho de algum imperador, usavam a palavra &#8220;bem&#8221; para a previsão da criança ser do sexo masculino, e &#8220;não bem&#8221;, quando achavam que a criança seria menina. Elas não podiam frequentar  a escola, eram inteiramente sujeitas à autoridade do pai ou do marido e podiam ser trocadas como mercadoria. Uma lei bem curiosa do século II a.C. dizia: &#8220;praticai o não agir, a doçura e a manutenção da vossa feminilidade; não tomeis nunca a iniciativa!&#8221;</p>
<p>Por outro lado, o império chinês já se mostrava bastante moderno. Em algumas regiões, havia casos oficiais de casamentos homossexuais masculinos, desde que eles mantivessem também uma concubina para fins de reprodução.</p>
<p>Sexo liberado só anualmente:</p>
<p>Por volta do século VIII a.C., a fome e as doenças eram constantes nas aldeias chinesas. Havia pouca disponibilidade de campos produtivos, dai o controle da natalidade ser algo essencial, restringindo-se ao máximo ao matrimônio e as relações ocasionais entre alguns casais. Em compensação havia uma época no ano em que o sexo era liberado. Nesse período  uma grande festa era organizada onde os casias bebiam, comiam, dançavam e praticavam jogos de sedução. Quando chegava a noite e os instintos sexuais estavam mais aflorados, os archotes e a fogueira eram apagados e começavam as danças de luta, onde os homens tentavam seduzir as mulheres, que por sua vez  fingiam reagir com firmeza (mas era só fingimento mesmo), até serem dominadas. Nesse clima de brincadeira o namoro durava até o sol raiar.</p>
<p>Fonte: Coleção Grandes Impérios. Volume I. Editora Abril</p>
<p><i><br />
</i></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/43/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=43&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A origem do carnaval</title>
		<link>http://comitedehistoria.wordpress.com/2008/02/03/a-origem-do-carnaval/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 10:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luzinetedantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pensamos em carnaval, geralmente achamos que toda essa festa teve origem aqui mesmo no Brasil, mas não é verdade, sua origem é tão antiga que se perde no tempo. Na Revista Nossa História, nº 16, de fevereiro de 2005, está escrito um artigo muito interessante de Mary Del Priore sobre o tema, que diz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=42&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos em carnaval, geralmente achamos que toda essa festa teve origem aqui mesmo no Brasil, mas não é verdade, sua origem é tão antiga que se perde no tempo. Na Revista Nossa História, nº 16, de fevereiro de 2005, está escrito um artigo muito interessante de Mary Del Priore sobre o tema, que diz ser o carnaval de origem tão remota que as religiões históricas nascidas às margens do Mediterrâneo tiveram que inventar um lugar para tais festividades no seu calendário.</p>
<p>O Cristianismo associou essa festa à Quaresma, que antecede a Páscoa; o Judaísmo, à festa de Purim, em homenagem à rainha Estér. Já o Islamismo situou as mascaradas no início móvel de seu ano lunar. Essas três festas, apesar de ligadas à religião, tem fragmentos pagãos.</p>
<p>Segundo a autora, há antepassados do carnaval na Babilônia e Roma antigas, mas é no calendário cristão que estão fincadas suas raízes mais evidentes. O Cristianismo resolveu unificar o tempo de todos os fiéis em torno do drama da Paixão de Cristo, de forma que  pudesse ser celebrada em qualquer lugar do império. Por volta do ano 1000, a organização definitiva do tempo cristão assinala a ruptura alimentar  entre os períodos de abundância e de jejum. Para marcar o período  em que era preciso deixar os prazeres proporcionados pela fartura alimentar, os religiosos forjaram a idéia  de carnis privium ou carnis tolendas (abstenção de carne). Essa tradição ainda hoje é respeitada por muitos cristão católicos  aqui mesmo no Brasil, que não  se alimentam de carne na quinta e sexta feiras da paixão.</p>
<p>Ao longo da Idade Média,  os festejos carnavalescos com pessoas mascaradas eram mais definidos pelas estações do ano que por datas exatas. Entre o Natal e o carnaval, multiplicavam-se as quermesses. O período de matanças de porcos, para o preparo de embutidos a consumir na semana gorda, permitia aos jovens tingir o rosto com cinzas, encapuzar-se, vestir-se com sacos, roupas de mulher ou suas próprias roupas avessadas. Vestidos dessa forma, assustavam pessoas, entravam em casas, comiam, bebiam e beijavam as moças, que tentavam reconhecê-los. Na quarta-feira de cinzas, um manequim representando o carnaval fazia sua entrada no vilarejo seguido de um grande cortejo de mascarados. Ao fim do dia era queimado num muro próximo à Igreja, juntamente com as máscaras, acompanhados de lamentos que anunciavam a chegada da quaresma.</p>
<p>Diz Mary Del Priore que durante a Idade Moderna,  nas cidades, marchavam mascaradas as chamadas &#8220;nações&#8221; de estudantes, as confrarias e irmandades de artesãos. As cidades multiplicavam a sociabilidade das confrarias, graças às Abadias da alegria que reuniam artesãos e seus aprendizes. Nelas sucediam-se cavalgadas e um rei dos bobos era puxado em seu carro, numa entrada triunfal às avessas.</p>
<p>A partir do século XVIII o uso de bauta &#8211; máscara &#8211; se faz obrigatório durante as festas carnavalescas em lugares públicos. Alguns elementos sobrevivem até hoje. O confetti era feito em Veneza com grãos açucarados, depois substituídos por papel colorido. Já a palavra corso vem da rua do mesmo nome na capital italiana, onde se realizavam as festas públicas.</p>
<p>O carnaval se propagou seguindo os navegadores europeus pelo resto do mundo. Ao longo do tempo, nas áreas urbanas e rurais os carnavais se complementaram. Com duração variável, eles apostaram no papel maior ou menor das máscaras ligadas à Quaresma ou a ritos agrários, como se observa no México ou nos Andes, por exemplo.</p>
<p>No Brasil pelos menos em três Estados o carnaval se consagrou  pelas  tradições de seus ritmos: As Grandes Escolas de Samba no Rio de Janeiro; o Frevo pernambucano e os Trios Elétricos na Bahia, que se propagaram através dos carnavais fora de época em vários Estados do País. Mas o carnaval acontece em todos os Estados brasileiros, nas pequenas  e grandes cidades, nas zonas urbanas e rurais, nas orlas marítimas, em qualquer lugar. Vale a alegria e a vontade de festejar.</p>
<p>Luzinete Dantas</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comitedehistoria.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comitedehistoria.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=42&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A viagem Cancelada: texto em literatura de cordel</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 14:58:06 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Preservação do meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Assistimos a cada dia o agravamento da situação ambiental, com a degradação de rios, mares, lagos, florestas, solo e ar, agredidos pelas ações irresponsáveis do próprio homem. Em novembro de 2006 aconteceu um fato inusitado: a imagem da padroeira de Natal, capital do Estado, desapareceu misteriosamente da Pedra do Rosário, local onde estava colocada depois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comitedehistoria.wordpress.com&amp;blog=2560829&amp;post=41&amp;subd=comitedehistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistimos a cada dia o agravamento da situação ambiental, com a degradação de rios, mares, lagos, florestas, solo e ar, agredidos pelas ações irresponsáveis do próprio homem. Em novembro de 2006 aconteceu um fato inusitado: a imagem da padroeira de Natal, capital do Estado, desapareceu misteriosamente da Pedra do Rosário, local onde estava colocada depois das comemorações de sua chegada à capital. Só três dias após seu sumiço foi encontrada à margem da BR 226, numa comunidade chamada Mangabeira, nas encostas do rio Jundiai que sofre com o avançado processo de poluição. Na época eu e mais um grupo de professores do município participávamos de um curso de formação continuada e como se aproximava a data da festa da padroeira de Macaíba, Nossa Senhora da Conceição, que ocorre anualmente no dia 8 de dezembro, resolvemos, eu e o colega Lucivaldo Feitosa, escrever alguns versos populares sobre uma suposta visita que a santa Apresentação teria ido fazer a sua amiga Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Macaíba, mas, por causa da poluição do rio jundiai resolveu voltar pela estrada. Esses versos serviram para trabalhar a questão da poluição do rio Jundia em sala de aula e conscientizar os alunos da importância de manter o rio limpo e preservado, cabendo a cada um fazer a sua parte. O poder público e os órgãos competentes têm obrigação de cuidar da limpeza e preservação, mas a população precisa ajudar não jogando lixo nas encostas do rio.</p>
<p>A VIAGEM CANCELADA</p>
<p>Quando o dia amanheceu<br />
Lá na pedra do Rosário<br />
A santa havia sumido<br />
O mastro estava solitário<br />
Levaram Apresentação<br />
Após seu aniversário</p>
<p>Três dias após o feito<br />
A imagem foi encontrada<br />
Nas terras de Macaíba<br />
Uma terra abençoada<br />
Pela virgem da Conceição<br />
Santa Mãe Imaculada</p>
<p>Não foi roubo, disse a carta<br />
Junto a imagem encontrada<br />
No distrito Mangabeira<br />
Ao final da madrugada<br />
A carta conta o caso<br />
Do início ao fim da jornada</p>
<p>Diz a carta que bem cedo<br />
No alvorecer do dia<br />
Apresentação desceu<br />
Do mastro que lhe prendia<br />
Pegou carona num barco<br />
Que pro Jundiaí subia</p>
<p>Navegou por várias horas<br />
No leito do Potengi<br />
Chegou ao seu afluente<br />
O rio Jundiaí<br />
Com destino a Macaíba<br />
Sem afundar nem cair</p>
<p>A Santa Apresentação<br />
Tem prazer em navegar<br />
Atravessou o Atlântico<br />
Num barquinho a velejar<br />
Enfrentou as turbulências<br />
Pra vir nos abençoar</p>
<p>A imagem foi encontrada<br />
Por um fiel pescador<br />
Que voltava do trabalho<br />
Homem simples, de valor<br />
Pegou a santa nos braços<br />
Para a Igreja a levou</p>
<p>A verdadeira imagem<br />
Se encontra na Catedral<br />
A réplica dessa imagem<br />
Fica lá no pedestal<br />
Fincada no cais do porto<br />
Da cidade do Natal</p>
<p>É muito comemorada<br />
A nossa imagem festeira<br />
Na data do seu resgate<br />
Na nossa orla costeira<br />
Em 21 de novembro<br />
O dia da padroeira</p>
<p>Passados os seus festejos<br />
Com missa, canto e dança<br />
Ficou sozinha no caís<br />
Sem haver desconfiança<br />
De sumir do seu lugar<br />
Depois de tanta festança</p>
<p>Mas o que povo não sabe<br />
É que Apresentação<br />
Recebeu belo convite<br />
Da amiga Conceição<br />
Bem lindo, bem colorido<br />
Com toda programação</p>
<p>É que a santa Conceição<br />
Também é bem festejada<br />
Convidou a sua amiga<br />
Pra essa festa animada<br />
Apresentação aceitou<br />
Se sentiu considerada</p>
<p>Com esse belo convite<br />
Ficou feliz e animada<br />
Resolveu chegar mais cedo<br />
Mesmo sem ser esperada<br />
Sairia de fininho<br />
A noite, sem dizer nada</p>
<p>Faria uma surpresa<br />
Pra amiga Conceição<br />
Chegando cedo na festa<br />
De sua coroação<br />
Feliz e bem animada<br />
Partiu na embarcação</p>
<p>A santa esperava ver<br />
A paisagem deslumbrante<br />
Das águas claras do rio<br />
Vegetação verdejante<br />
Mas a surpresa que teve<br />
Foi muito desconcertante</p>
<p>Mal começou a viagem<br />
Ficou logo entristecida<br />
Viu o mangue devastado<br />
Muito crustáceo sem vida<br />
O rio sangrando em cores<br />
Suas águas poluídas</p>
<p>Viveiro por toda parte<br />
Foi o que a santa encontrou<br />
Lixo espalhado no leito<br />
Água podre, que fedor<br />
Tudo por culpa do homem<br />
Que a natureza estragou</p>
<p>Pensou a santa consigo:<br />
Pobre amiga Conceição<br />
Como a sua Macaíba<br />
Sofre com a devastação<br />
Esse rio tão doente<br />
Corta qualquer coração</p>
<p>Oh Deus que imagem triste<br />
Eu nunca ia pensar<br />
Que o rio Jundiaí<br />
Nesse estado ia encontrar<br />
Que Deus ilumine o povo<br />
Pra se conscientizar</p>
<p>A santa não suportou<br />
Vê tanta devastação<br />
Chorou copiosamente<br />
Pediu a Deus proteção<br />
Para  salvar o nosso rio<br />
De tanta poluição</p>
<p>Resolveu então a santa<br />
Abandonar a jornada<br />
Deixou o leito do rio<br />
Pra voltar pela estrada<br />
Foi observado tudo<br />
Num canto, triste, calada</p>
<p>Cancelar a tal viagem<br />
Foi o que veio na mente<br />
Pois ficou entristecida<br />
Em ver o rio doente<br />
Atingindo pelo homem<br />
Animal inconsciente</p>
<p>Quando chegasse em casa<br />
Ia se comunicar<br />
Com a amiga Conceição<br />
Pra poder se desculpar<br />
Pela falta de coragem<br />
Daquela viagem enfrentar</p>
<p>Também pensou em mandar<br />
Alguns conselhos pro povo:<br />
Não jogar lixo no rio<br />
Porque sujeira dá nojo<br />
Destrói a fauna e a flora<br />
É um ato pesaroso</p>
<p>Lembrou do mestre Jesus<br />
Que a paz veio pregar<br />
No nosso planeta Terra<br />
A todos veio ensinar<br />
A viver decentemente<br />
Sem poluir nem matar</p>
<p>Aos que sempre vinham ouvi-lo<br />
Certa vez Jesus falou<br />
Que um semeador saiu<br />
Várias sementes lançou<br />
Mais a maioria delas<br />
Infelizmente não vingou</p>
<p>Uma a ave do céu<br />
Devorou sem piedade<br />
Outra caiu numas pedras<br />
Não teve capacidade<br />
Para se desenvolver<br />
Foi uma calamidade</p>
<p>Outra cresceu entre espinhos<br />
E quando estava crescendo<br />
Os espinhos a sufocaram<br />
Ela acabou morrendo<br />
Caiu a última em boa terra<br />
E os frutos foram nascendo</p>
<p>Para explicar a parábola<br />
O mestre Jesus falou<br />
Que a semente é a palavra<br />
Que no mundo ele lançou<br />
A que caiu entre espinhos<br />
Quem escutou não guardou</p>
<p>A semente que agora<br />
Estava a santa a lançar<br />
Era pra salvar o rio<br />
Que está a arquejar<br />
Que a sua palavra amiga<br />
Possa o nosso povo escutar</p>
<p>Que o seu sábio conselho<br />
Tenha boa aceitação<br />
Pra salvar o nosso rio<br />
Dessa triste condição<br />
Nem a santa agüentou<br />
Tanta falta de atenção</p>
<p>Que esse acontecimento<br />
Sirva pra nós de lição<br />
Veio de Natal pra cá<br />
A santa Apresentação<br />
Pedir pela vida do rio<br />
Junto à santa Conceição.</p>
<p>Autores: Lucivaldo Feitosa e Luzinete Dantas</p>
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